Trump diz que guerra no Irã vai durar ‘o tempo que for necessário’

 
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3 de março de 2026

Trump diz que guerra no Irã vai durar 'o tempo que for necessário'

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Foto: Kyle Mazza / Anadolu via AFP

Após três dias de ataques violentos ao Irã, os Estados Unidos parecem estar reconhecendo que esta não será uma guerra curta e fácil, como faziam crer oficiais da administração de Donald Trump antes de os céus do Oriente Médio serem tomados por mísseis, drones e caças supersônicos. Em sua primeira aparição pública desde o início dos ataques, Trump afirmou que a ofensiva contra o Irã continuará "pelo tempo que for necessário". O presidente americano disse que a estimativa inicial era de quatro a cinco semanas de operações, mas ressaltou que as forças americanas têm capacidade para prolongar a ofensiva. No Capitólio, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que "os golpes mais duros ainda estão por vir" e classificou as ações como resposta a uma "ameaça iminente". Segundo ele, os ataques prosseguirão até que objetivos como a neutralização dos mísseis balísticos iranianos sejam alcançados. As declarações reforçam a perspectiva de uma campanha militar de duração indefinida, em meio a questionamentos de especialistas sobre a extensão real das capacidades iranianas e os objetivos estratégicos de Washington. (New York Times)

E o número de americanos mortos nesta guerra subiu para seis nesta segunda-feira, enquanto o número de feridos foi atualizado para 18, com vários deles em condições gravíssimas. Os soldados foram atingidos por um ataque direto iraniano contra um centro operacional improvisado no porto civil de Shuaiba, no Kuwait, na manhã de domingo. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que o projétil acertou um "centro tático fortificado". No entanto o ataque atingiu instalações descritas como um trailer ampliado que funcionava como base operacional. Não houve aviso prévio ou sirenes que permitissem a evacuação dos militares. (CNN)

O Departamento de Estado dos Estados Unidos emitiu um alerta urgente para que cidadãos americanos deixem imediatamente 14 países do Oriente Médio. Em publicação na rede social X, orientação do governo é para que os americanos "DEIXEM AGORA" o Bahrein, Egito, Irã, Iraque, Israel, Cisjordânia e Gaza, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Catar, Arábia Saudita, Síria, Emirados Árabes Unidos e Iêmen. (NBC News)

Com o número de mortes
crescendo de forma substancial, autoridades iranianas cobraram uma reação da comunidade internacional após hospitais, escolas e instalações da Sociedade do Crescente Vermelho terem sido atingidos por bombardeios atribuídos aos Estados Unidos e a Israel. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que os ataques têm atingido "áreas residenciais de forma indiscriminada", incluindo centros médicos, escolas e monumentos culturais. Em publicação nas redes sociais, classificou as ações como "crimes graves de preocupação internacional" e pediu solidariedade externa. (Al Jazeera)

Enquanto isso
, um navio-petroleiro de bandeira americana foi atacado na madrugada desta segunda-feira enquanto estava atracado no porto de Khalifa bin Salman, no Bahrein, informou a empresa Crowley, responsável pela operação da embarcação. Segundo a companhia, um trabalhador do estaleiro morreu e outros dois ficaram feridos. O Irã manteve fechado o Estreito de Ormuz. (New York Times)

Em outra frente, tropas libanesas abandonaram seus postos ao longo da fronteira com Israel na manhã desta terça-feira, após o governo israelense anunciar operações dentro do Líbano. Tel Aviv também emitiu um comunicado recomendando que os cidadãos americanos que queiram sair de Israel usem a Península do Sinai, no Egito, como rota. (AP)

A intensificação dos ataques provocou uma nova onda de cancelamentos no transporte aéreo internacional, deixando centenas de milhares de passageiros retidos e aprofundando a crise na aviação global. Aeroportos e companhias aéreas do Golfo suspenderam operações regulares pelo menos até a manhã de hoje. Segundo a consultoria Cirium, quase 1,7 mil voos haviam sido cancelados. O número pode ser maior, já que há restrições na divulgação de dados no Irã e nos Emirados Árabes Unidos. O aeroporto de Dubai — o maior do mundo — permaneceu fechado pelo terceiro dia consecutivo. (Guardian)

Para ler com calma
. Dias antes do ataque aéreo israelense que matou o aiatolá Ali Khamenei em Teerã, sistemas de vigilância da capital iraniana já estavam comprometidos. Câmeras de trânsito da cidade teriam sido invadidas há anos, com as imagens criptografadas e transmitidas para servidores em Israel. Uma das câmeras, posicionada em ângulo estratégico, teria permitido acompanhar a rotina de seguranças e motoristas ligados a autoridades iranianas, incluindo padrões de estacionamento e movimentação no entorno da casa de Khamenei. (Financial Times)

Pedro Doria: "Nunca os Estados Unidos executaram um chefe de Estado. Nunca, nem em guerras. Aliás, fora de guerras esta operação é ilegal. E, ainda assim, o aiatolá Ali Khamenei não faz falta a ninguém. Sim, a vida é complicada". Veja a análise completa no Ponto de Partida. (Meio)

A Procuradoria-Geral da República criticou entendimento do ministro do STF Gilmar Mendes sobre o uso de acordos de delação premiada como base para denúncias criminais. O órgão sustenta que, se replicada, a tese adotada pelo decano pode afetar condenações no caso da tentativa de golpe atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro, além de ter impacto em processos como o do assassinato de Marielle Franco. A manifestação questiona decisão de janeiro em que Gilmar determinou o trancamento de ação penal contra o ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho, no âmbito da Operação Calvário. Na ocasião, o ministro entendeu que a denúncia apresentada em 2020 não poderia ter sido recebida por estar baseada exclusivamente em colaborações premiadas, sem provas autônomas. (Folha)

A Justiça brasileira consome anualmente o equivalente a 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo levantamento do Tesouro Nacional. O percentual é o segundo mais elevado entre 50 países analisados, ficando atrás apenas de El Salvador.
O estudo indica que a média global de gastos com o Judiciário é de 0,3% do PIB — um ponto percentual abaixo do índice registrado no Brasil. (Poder360)

Os governadores Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e Ratinho Júnior, do Paraná, enfrentam resistência do bolsonarismo em seus estados e avaliam o risco de perder influência regional após ensaiarem movimentos rumo à disputa presidencial. O cenário local tem pesado nas estratégias nacionais de ambos, segundo aliados. Entre os nomes do Partido Social Democrático (PSD) cotados para o Planalto, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, é apontado como o que reúne condições mais favoráveis no plano estadual. (Folha)

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Viver

Com 223 agentes presos em 2025, o número de policiais militares detidos no estado de São Paulo foi o maior registrado em um período de quatro anos, segundo dados obtidos pela Folha. Com 46 casos, homicídio foi o principal motivo para a entrada dos agentes no sistema carcerário. Os crimes incluem casos de violência doméstica ou homicídios que não foram cometidos em serviço policial ou de segurança particular. O aumento na letalidade aconteceu mesmo sem megaoperações como Escudo e Verão, que ocorreram em 2023 e 2024, deixando um saldo oficial de 84 mortos na Baixada Santista. (Folha)

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, aponta que crianças com múltiplas cáries ou que sofrem de gengivite grave apresentam uma incidência significativamente maior de doenças cardiovasculares na vida adulta, como acidente vascular cerebral (AVC), infarto e doença arterial coronariana. Utilizando dados de 568.778 crianças, os cientistas descobriram que os jovens com muitas cáries tinham frequência até 45% maior dessas enfermidades, comparadas às que tinham poucas cáries. Para aquelas com gengivite grave, o índice chegou a 41%. (Globo)

Para ler com calma. Com chuvas cada vez mais intensas e aumento de casos de enchentes, iniciativas baseadas na natureza ganham força, como o uso de sistemas agroflorestais, que aliam recuperação ambiental, segurança alimentar e adaptação climática urbana. Nesses sistemas, a cobertura vegetal aumenta a porosidade do solo, transformando áreas compactadas em verdadeiras esponjas, podendo infiltrar até dez vezes mais água da chuva do que os solos convencionais. (Um Só Planeta)

Panelinha no Meio. Um clássico da cozinha siciliana, esta caponata chega ao máximo de seu sabor quando os legumes são levados ao forno. Uma delícia como entrada ou acompanhamento para as torradinhas.

Cultura

Após esgotar os ingressos para um show no Allianz Parque, em São Paulo, no dia 24 de janeiro de 2027, a banda Rush anunciou uma data extra no dia 26 do mesmo mês. A pré-venda para clientes Itaú começa às 10h desta terça-feira e para o público geral a partir de quinta no site da Eventim. Além da capital paulista, o grupo canadense se apresenta nas cidades de Curitiba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília entre 22 de janeiro e 4 de fevereiro. Celebrando 50 anos de estrada com sua Fifty Something Tour, o Rush vendeu mais de meio milhão de ingressos para 58 apresentações em 24 cidades de Canadá, EUA e México em 2026, o que motivou a expansão para América do Sul e Europa. (Rolling Stone)

Vencedor do Prêmio Jabuti de melhor romance de entretenimento em 2024, o livro O crime do bom nazista, de Samir Machado de Machado, vai ganhar uma adaptação para o cinema. Na trama, um policial investiga discretamente a morte de um passageiro, que viajava num dirigível que saiu da Berlim nazista rumo ao Rio. A novidade foi revelada por Rodrigo Teixeira, produtor do filme Ainda Estou Aqui, também conhecido por fazer adaptações literárias para os cinemas. Além do longa de Walter Salles, baseado na obra de Marcelo Rubens Paiva, o produtor transformou em filmes livros como O Cheiro do Ralo, de Lourenço Mutarelli, e A vida invisível de Eurídice Gusmão, de Martha Batalha. (Globo)

Em quatro décadas de carreira, Yves Saint Laurent conquistou o mundo após suceder Christian Dior e apresentar sua primeira coleção para a maison francesa. Sua genialidade fez com que ressignificasse peças do guarda-roupa masculino para uso por mulheres em diferentes ocasiões. Para contar os detalhes sobre o glamour e a vida real, o ícone da moda ganha uma biografia escrita por sua sobrinha. Em O Príncipe da Babilônia, Marianne Vic descreve desde os abusos que o jovem Yves sofria em uma França que condenava homossexuais até a vida adulta prestigiada. (Folha)

Cotidiano Digital

A Apple deu início a sua semana de anúncios apresentando dois novos modelos. Semelhante a seu antecessor, o iPhone 17e vem com uma tela de 6,1 polegadas, uma camada mais resistente de Ceramic Shield 2 para melhor resistência a arranhões e redução do brilho, além do dobro de armazenamento, agora com 256 GB. O modelo também conta com um processador A19 e carregamento MagSafe com suporte a Qi2. Já o iPad Air chega com processador M4, chip de rede sem fio N1, que segundo a Apple "oferece desempenho de dados celulares até 50% mais rápido", e consome até 30% menos energia que o iPad Air do ano passado. Os dispositivos estarão disponíveis para pré-venda nesta quarta-feira. (The Verge)

Quando a fusão entre Paramount Skydance e Warner Bros. Discovery for concluída, Paramount+ e HBO Max devem se tornar um único serviço de streaming. Com pouco mais de 200 milhões de assinantes entre as duas plataformas, a nova companhia pretende fazer frente ao poder de alcance de grandes concorrentes, como a Netflix. Segundo o CEO da Paramount, David Ellison, a HBO deve continuar operando "de forma independente" para que a plataforma continue "fazendo o que faz incrivelmente bem". Ainda não está claro como será a integração entre ambas as plataformas. (Variety)

A Suprema Corte dos EUA recusou-se, nesta segunda-feira, a analisar um caso que questiona se a arte gerada por inteligência artificial pode ser protegida por direitos autorais sob a lei americana. O processo rejeitado envolve um cientista da computação que teve negado o direito autoral sobre uma obra de arte visual criada por seu sistema de IA. Stephen Thaler, autor da ação, recorreu à instância superior depois que tribunais inferiores sustentaram que a imagem produzida não era elegível porque não tinha um criador humano. A obra, segundo Thaler, foi criada por sua tecnologia de IA, DABUS. (Reuters)

Você vai parar de perder tempo com coisa que não merece sua atenção. Na quinta (5), às 19h, Sérgio Lüdtke estará ao vivo no YouTube com a aula inaugural gratuita do curso Golpes, deepfakes e IA: como se proteger na era da desinformação. Inscreva-se para entender como a desinformação evoluiu ao longo do tempo e como se apresenta no cotidiano, especialmente em ano eleitoral.

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